Uma das coisas mais bacanas que eu trago comigo são as lembranças da “época” em que eu praticava espote e treinava arduamente pras competições. Não era a melhor da melhor, mas tinha meus méritos, principalmente pelo de fato de eu treinar com amor e dar o meu melhor, que nem sempre era o 1° lugar ou o podium, mas era a sensação do “dever cumprido”.
Cresci em meio a campeonatos e, claro, aprendi a conviver com a desigualdades regionais e até mesmo, dentro da minha própria equipe, que me fizeram crescer, amadurecer e aprender lidar com sentimentos de vitória, derrota, pressão, inveja, raiva, cansaço, estresse...
O esporte me ajudou a desenvolver o meu lado criativo, a manter a concentração nos momentos necessários e, principalmente, a controlar a minha ansiedade (às vezes ela ainda me ganha heheh).
Eu não sou muito ligada ao futebol, sempre fui da galera da dança, mas ontem vendo Fluminense x Aguia de Marabá relembrei os momentos em que competi com meninas que eram de clubes grandes ou que tinha o biotipo necesario para ser a melhor, mas que no frigi dos ovos eu não tinha motivo real para teme-las.
O Aguia esta de parabéns, no pouco que entendo de futebol, acho que eles jogaram muito bem, fizeram a sua parte e deixaram a sua marca como um time muito além de “enjoadinho”. Um time forte, humilde, bom de velocidade, mas que ainda precisa de investimento para poder melhorar a sua finalização.
Os atletas da região norte possuem um potencial gigantesco, mas falta patrocinio, investimento, mão-de-obra qualificada, melhores salários pra os técnicos, bolsas para os atletas e tanta outras coisas que fazem com atletas nacionas sejam destinados ao mercado internacional, e os poucos que ficam desistem ou perdem o emprego nas equipes a fora, por que a crise mudial ta afetando até as equipes de ponta do volei.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
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Um comentário:
Gostei , seus textos sempre são muito Interessantes.
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