Ultimamente a última coisa que eu consigo fazer é sair da minha rotina. Estágio e faculdade têm limitado o meu tempo até para os meus singelos prazeres, como postar aqui os meus bilhetes para você leitor.
Mas aí você se pergunta: “Então Renata, por que você decidiu começar a escrever um texto em plena 23:13h, sendo que o seu dia amanha será pesado?” e eu respondo: “Porque eu encontrei o meu querido professor de redação no Orkut” hehehe.
Gilberto foi o professor (educador) que tem uma oficina (nunca, jamais e em hipótese alguma um curso) de redação pra vida (nunca, jamais e em hipótese alguma para o vestibular) e que proporcionou, além das aulas redação, muitos momentos de paz naqueles dias enlouquecidos do convênio. Ele escreve com uma suavidade que encanta e faz com que você, aluno, passe de leitor a escritor.
Lembro-me dos textos do Rubem Alves, dos filmes, das músicas, do bebedouro, do biscoito, dos óculos, dos conselhos, da caneta verde, das regras de sem nota e sem caneta vermelha, da redação que eu disse que não ia fazer (que vergonha!), dele dizendo coisas como: “Quem lê o texto de alguém conhece a alma da pessoa” ou “vocês precisam se soltar mais nas narrações” e tantas outras coisas, que fazem com que eu perceba que 2006, o ano do meu convênio, foi bastante inesquecível.
Atualmente minha rotina é de fazer petições, fax e outros documentos e talvez por isso eu demore a postar. Mas é bem diferente de escrever meus singelos textos, que com certeza, se o Gilberto os lesse diria que estavam com “muita gordura”.
Aqui fica registrado o meu agradecimento ao professor (educador) que conseguiu fazer com que eu aprendesse a fazer uma narração e que no último dia de aula disse pra eu nunca parar de escrever.
Gilberto, muito obrigada!
sexta-feira, 6 de março de 2009
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